A chamada Bênção Nahuatl é um texto frequentemente compartilhado em redes sociais e ambientes espirituais que aborda a conexão com a natureza, o amor, a paz e a harmonia.
Ela se popularizou amplamente nas últimas décadas, especialmente em círculos de espiritualidade moderna, onde as pessoas buscam reconexão com tradições indígenas e com a natureza.
O texto é popular por sua beleza poética, mas não há evidências históricas sólidas que confirmem sua origem direta dos povos Nahuatl, também conhecidos como Mexicas (a antiga civilização asteca).
Essa língua é originária de povos indígenas do México central e ainda é falada por várias comunidades.
Não há, no entanto, evidências históricas que comprovem que essa bênção específica tenha origem direta dessas culturas.
É mais provável que tenha sido criada ou adaptada no contexto moderno de espiritualidade alternativa "new age", inspirada nas sabedorias ancestrais indígenas da Mesoamérica.
O texto carrega uma forte mensagem de libertação emocional e espiritual, focando no perdão, no respeito às histórias pessoais e ancestrais, e na autonomia dos indivíduos em relação às expectativas alheias.
É bastante utilizado em contextos de autoconhecimento e cura emocional, para reconectar as pessoas com valores de amor, gratidão e simplicidade.
O texto da "Bênção Nahuatl" pode variar ligeiramente dependendo da versão, mas a mais comum é a seguinte:
Eu liberto meus pais do sentimento de que já falharam comigo.
Eu liberto meus filhos da necessidade de trazer orgulho para mim.
Que eles possam escrever os seus próprios caminhos, de acordo com seus corações, que sussurram o tempo todo em seus ouvidos.
Eu liberto meu parceiro/parceira da obrigação de me completar. Não me falta nada, aprendo com todos os seres, o tempo todo.
Agradeço aos meus avós e antepassados que se reuniram para que eu possa respirar a vida hoje.
Eu os liberto das falhas do passado e dos desejos que não cumpriram, cientes de que fizeram o melhor que podiam para resolver as situações que enfrentaram com o nível de consciência que tinham naquele momento.
Eu os honro, amo e reconheço inocentes.
Eu me desnudo diante dos seus olhos, por isso eles sabem que eu não escondo nem devo nada, além de ser fiel a mim mesma e ao meu próprio existir.
Ao caminhar com a sabedoria do coração, estou ciente de que cumpro meu projeto de vida, livre de lealdades familiares visíveis e invisíveis que possam perturbar minha Paz e Felicidade, que são minhas únicas responsabilidades.
Eu renuncio ao papel de salvadora, de ser aquela que une ou que cumpre as expectativas dos outros.
Aprendendo através, e somente através, do AMOR.
Eu abençoo a minha essência, a minha maneira de expressar, mesmo que alguém não me compreenda.
Eu me compreendo, porque só eu vivi e experimentei a minha história. Porque me conheço, sei quem sou, o que sinto, o que faço e porque faço.
Eu me respeito e me aprovo.
Eu honro a Divindade em mim e em você.
Somos livres.
Por Érika Fernandes Pinto, 01/10/2024
