A utilização de PLANTAS SAGRADAS ou PLANTAS DE PODER é uma prática milenar presente em diversas culturas em todo o mundo. E sua utilização foi - e continua sendo - essencial para a evolução humana.
Terence McKenna, um dos principais estudiosos sobre esse tema (etnobotânico e psiconauta), afirma que o consumo de plantas enteogênicas e cogumelos mágicos, além de estabelecer uma ponte entre os seres humanos e mundo espiritual, auxiliaram no desenvolvimento de habilidades que nos tornaram capazes de cultivar alimentos, construir abrigos, produzir ferramentas e controlar o fogo, entre outros, potencializando a percepção e a inteligência.
Diversos estudos confirmam essa relação ancestral entre plantas sagradas e culturas humanas.Os registros mais antigos indicam que os Vedas, a 3.100 a.c., praticavam rituais onde comungavam uma bebida conhecida como Soma.
Os Essênios utilizavam diversas plantas de poder em rituais de iniciação.
Os índios mexicanos e norte-americanos se relacionam com o cacto Peiote.
Há muitas evidências de uso de cogumelos mágicos por povos da América Central e Ásia.
Há mais de 2.000 a.c. registra-se a utilização da Cannabis pelos Hindus e, no antigo Egito, a utilização de ópio.
A proposta básica dos diversos grupos que consagram ENTEÓGENOS é o autoconhecimento e o despertar da consciência através de experiências místico-espirituais onde, por meio de visões e estados expandidos de percepção chega-se a uma integração com o cosmos, com a natureza e com a fonte criadora.
Ao longo da história, o uso de algumas dessas plantas se perdeu, outros foram mantidos em segredo, e outros se popularizaram e se ganharam o mundo, se espalhando para muito além das fronteiras das suas culturas de origem, como é o caso da Ayahuasca.
Dentre as plantas mais utilizadas na atualidade em cerimônias espirituais no Brasil também temos: o Tabaco, a Wachuma ou San Pedro (um cacto originário da região andina), o Cacau, os cogumelos mágicos (Psilocibes cuzensis).
Menos usuais, mas também encontradas por aí temos a Amanita muscaria (do xamanismo siberiano), as folhas de Coca, o Yopo (feito de sementes de Anadenanthera), a Iboga (originária do continente africano) e outras.
Há também substância derivadas de animais como o Buffo alvarius (do continente norte americano) e o kambô (dos índios amazônicos).
Cada uma dessas plantas e compostos tem usos e efeitos específico, benefícios potenciais e também riscos.
Apesar de muitas deles serem livremente comercializadas na atualidade - inclusive via internet -, não recomendamos experimentações com elas de foram isolada e fora do contexto ritualístico.
Consideramos o acompanhamento com pessoas devidamente qualificadas e iniciadas nos seus mistérios e segredos como fundamental para uma experiência segura e proveitosa.
Para saber mais:
- Livro Alimento dos Deuses - Terence McKenna
- Palestra Tex TalksX de Gram Hancok (https://www.youtube.com/watch?v=Y0c5nIvJH7w
